Copaíba juntamente com Governo, empresas e ONGs, assina o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica
A Associação Ambientalista Copaíba participou no dia 07 de abril, na cidade de São Paulo, do lançamento do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que tem como missão articular instituições públicas e privadas, governos, empresas e proprietários, com o objetivo de integrar seus esforços e recursos para a geração de resultados em conservação da biodiversidade.
Baseado em um mapeamento realizado por especialistas que identificou 15 milhões de hectares de áreas potenciais para restauração na Mata Atlântica, o Pacto tem como meta ter essas áreas restauradas até 2050, a partir de um esforço coletivo.
A iniciativa conjunta também prevê a geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração por meio da manutenção das áreas, produção de mudas, coleta de sementes, valoração e pagamento por serviços ambientais. Os esforços vão ainda se concentrar em ações de facilitação do cumprimento do Código Florestal brasileiro, através da adequação ambiental das propriedades rurais, por meio da averbação de reservas legais e áreas de preservação permanente nos 17 estados do bioma Mata Atlântica.
Dentre as mais de 50 instituições que aderiram ao Pacto, a Associação Ambientalista Copaíba confirmou sua adesão e esteve representada no evento de lançamento por seu presidente - Sr. Gerson A. Ribeiro Silveira, Tiago Sartori - Secretário Executivo e Ana Paula Balderi – bióloga e coordenadora de restauração da ONG.
Baseada em sua missão que é Conservar e restaurar a Mata Atlântica das bacias dos rios do Peixe e Camanducaia, há 09 anos a Copaíba desenvolve atividades em quatro áreas que se complementam: sensibilização ambiental; restauração da Mata Atlântica, em especial as matas ciliares; produção de mudas nativas a partir de sementes coletas em fragmentos de matas regionais e o desenvolvimento de políticas públicas; desta forma, sua adesão ao Pacto visa fortalecer suas ações e apoiar tão importante movimento em prol do meio ambiente.
Aderiram ainda ao Pacto o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da ESALQ/USP; as Secretarias do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro; empresas como a Votorantim Celulose e Papel e Vale do Rio Doce, além de ONGs ambientalistas como SOS Mata Atlântica, TNC, CI, Reserva da Biosfera, ISA, dentre outras.
O Pacto pretende ainda realizar eventos regionais para garantir a adesão de atores locais, promover cursos e treinamentos para a capacitação em restauração florestal nas principais regiões da Mata Atlântica e o estímulo à formação de centros de excelência em reflorestamento e serviços ambientais. Além disso, também está prevista a criação de um fundo privado para apoiar as ações diretas de restauração e garantir a sustentabilidade e a escala dos esforços planejados.
O evento contou com a presença de representantes governamentais e não-governamentais e além da apresentação pública do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, ocorreu o lançamento dos primeiros produtos do Pacto: Referencial Teórico de Restauração na Mata Atlântica, Mapa de Áreas Potenciais para Restauração, WebSite e Folder Institucional do Pacto.
Mata Atlântica
A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1,36 milhão de km2 e estendia-se originalmente ao longo de 17 estados brasileiros; mas hoje restam apenas 7,26 % do que existia.
Além de ser uma das áreas mais ricas em biodiversidade, é também a mais ameaçadas do planeta e decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988.
Vivem atualmente na Mata Atlântica cerca de 122 milhões de habitantes, em média 67% da população do Brasil. Além disso, nela estão localizadas sete das nove bacias hidrográficas brasileiras que regulam o fluxo de mananciais hídricos, controlam o clima e ainda são referenciais em lazer, ecoturismo, geração de renda e qualidade de vida.
Situação regional da Mata Atlântica
A Mata Atlântica das bacias hidrográficas dos rios do Peixe e Camanducaia encontram-se fortemente ameaçada, restando apenas 4% da mata original. Em ambas as bacias, onde residem cerca de 410 mil habitantes distribuídos em 20 municípios, a devastação das matas nativas, especialmente das matas ciliares, tem gerado impactos ambientais e sociais na região destacando-se os desequilíbrios no ecossistema.
Dentre os diversos tipos de vegetação, parte significativa da mata ciliar foi suprimida ou sofreu algum tipo de alteração pelas atividades humanas, especialmente a agropecuária.
Outras informações podem ser obtidas pelo site www.pactomataatlantica.org.br |