Copaíba vai recuperar área de Mata Atlântica equivalente a 14 campos de futebol
Com o plantio de 17 mil mudas, a Associação Ambientalista Copaíba vai restaurar duas áreas de mata ciliar de importantes cursos d’ água do Rio do Peixe, principal rio do circuito das Águas Paulistas e maior afluente do Rio Mogi Guaçu. Serão recuperados 14 hectares de Mata Atlântica nos bairros do Oratório e dos Cubas, no município de Socorro. Embora o reflorestamento aconteça apenas nestes locais, o benefício será de todas as cidades cortadas pelo Rio que sofre há anos com impactos ambientais causados pela falta de vegetação e pela existência de monoculturas e pastagens em suas margens.
Isso será possível porque a Copaíba teve mais dois dos seus projetos aprovados no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu (CBH-Mogi) com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). No projeto "Restauração florestal de nascentes e córregos do bairro do Oratório", serão plantadas 9 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica regional no entorno de três nascentes e margens de dois córregos afluentes do Ribeirão do Oratório. O custo total será de R$ 96,3 mil. A Copaíba arcará com R$ 26,3 mil deste valor, sendo a maior parte usada para produção de mudas a serem utilizadas no processo de restauração da mata ciliar.
Já com o projeto "Restauração da mata ciliar da Microbacia Ribeirão dos Cubas”, será possível plantar 8 mil mudas que beneficiará áreas degradadas ao redor de três nascentes. Este custará R$ 92,4 mil, sendo R$ 22,4 mil com recursos da Copaíba. Os trabalhos devem começar no local após elaboração do contrato, que deve ocorrer somente em 2010.
As duas áreas a serem recuperadas são do tamanho de 14 campos de futebol. Além do plantio, os recursos destinados aos dois projetos custearão a manutenção das mudas durante 2 anos. De acordo com a bióloga e coordenadora de restauração da Copaíba, Ana Paula Balderi, nos dois primeiros anos, após o plantio das mudas, os riscos de perda são maiores e os cuidados devem ser reforçados. “As ações de manutenção são fundamentais, pois contribuem para que, após esse período mais crítico, as mudas possam sozinhas dar continuidade no processo de restauração florestal da área. Dentre as ações estão o controle de formigas cortadeiras, o coroamento e adubação das mudas e a manutenção da cerca para impedir o acesso de animais que possam pisotear ou comer as mudas ainda jovens”, afirmou.
*Na foto, parte de uma área degradada do bairro do Oratório, em Socorro, que será recuperada pela Copaíba. |