Entidades ambientais se reúnem para discutir conservação da mata ciliar
Representantes de vinte entidades ambientais participaram do seminário “Ações de restauração da Mata Ciliar – Conquistas e Desafios” realizado pela Associação Ambientalista Copaíba em conjunto com a Rede de Ações Ambientais da Bacia do Mogi, entre os dias 22 e 24 de outubro, no Hotel Refúgio da Lua, em Socorro. O objetivo do encontro foi compartilhar conhecimento e experiências práticas de restauração da mata ciliar promovida tanto por órgãos governamentais quanto por não-governamentais.
O seminário faz parte do projeto “Ações de restauração da Mata Ciliar na Bacia do Rio Mogi” financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do subprograma projetos demonstrativos (PDA).
Entre os 33 participantes do seminário, estavam presentes integrantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA), do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu (CBH-Mogi) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Socorro e de Bragança Paulista, além de integrantes de Ongs e associações ambientais.
De acordo com o coordenador da Copaíba, Tiago Sartori, a programação contou com momentos de interação em que os participantes puderam trocar informações, metodologias, dificuldades, aprendizagens e formas de viabilização dos projetos. O Instituto Pró-Terra (Jaú/SP), a Campanha Cílios do Ribeira (Eldorado/SP), o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) (Nazaré Paulista/SP) e a Copaíba (Socorro/SP) apresentaram projetos de reflorestamento de três bacias hidrográficas bem diferentes, a Tietê-Jacaré, a Ribeira de Iguape, a Piracicaba-Capivari-Jundiaí e a Mogi, respectivamente. Os representantes da SMA e do CBH-Mogi também apresentaram seus trabalhos e metas para a restauração das matas ciliares.
Segundo a vice-presidente do CBH-Mogi, Adriana Sais, a convivência com as ONGs foi importante para que os participantes pudessem conhecer o trabalho e as dificuldades enfrentadas por elas. “Sem a integração nós não conseguimos caminhar de forma satisfatória”, disse. Para Roberto Haddad, do IPÊ, a oportunidade de conhecer pessoas e instituições que atuam na mesma área e região também foi o aprendizado mais significativo.
Durante o evento, o grupo visitou o Viveiro Florestal Copaíba, que produz 100 mil mudas de 130 espécies de árvores nativas por ano e, também, uma área recuperada pela instituição onde os participantes pararam para discutir estratégias para o sucesso das ações de restauração. Ao final do encontro, o grupo identificou os desafios da recuperação das matas ciliares e estratégias para resolução de gargalos existentes.
Para um dos coordenadores do seminário, Rogério Magon, que é membro do Instituto Fonte e representante da Ong Planeta Água de Serra Negra, o encontro mostrou que as experiências relatadas poderão ajudar a quem quiser começar ou se aperfeiçoar nesse trabalho. Até o final do projeto, outros dois seminários serão realizados e o resultado das três atividades será relatado em uma publicação.
*Na foto, representantes de 20 entidades ambientais no seminário "Ações de restauração da Mata Ciliar - Conquistas e Desafios". |