Dia do Rio é comemorado em Socorro com alerta
O privilégio da cidade de Socorro de ter como fonte de abastecimento o Rio do Peixe, considerado o mais importante rio do Circuito das Águas Paulista, pode ficar ameaçado se a devastação desenfreada da mata ciliar continuar no município. Este alerta foi um dos pontos apresentados pela bióloga Viviane Gabriel, da Associação Ambientalista Copaíba, no evento promovido pela Prefeitura de Socorro, no Horto Florestal, no dia 21 de novembro, em homenagem ao Dia do Rio, que é comemorado anualmente no dia 24 de novembro.
De acordo com ela, ao longo dos 43,5 km de extensão do Rio do Peixe, dentro de Socorro, a mata ciliar foi drasticamente reduzida, principalmente em função de atividades agropecuárias. Esta redução gerou grandes impactos ambientais, como erosão das margens e assoreamento do leito do rio. Em conseqüência disso, houve perda de qualidade e quantidade de água, além da biodiversidade local.
Ainda segundo a bióloga, além do impacto ambiental devastador, a falta de mata ciliar interfere também na paisagem de Socorro, que possui, atualmente, parte da sua economia envolvida com o turismo. “Devido a grande falta de vegetação nas margens do rio do Peixe e a conseqüente erosão, o rio está ficando cada vez mais largo e mais raso, impossibilitando a vida de vários organismos e também a sua utilização para o Turismo de Aventura, atualmente uma das maiores atividades econômicas do município”, afirmou Viviane.
Além da palestra da bióloga da Copaíba, que recebeu ajuda da viveirista Andreza Cristina Bezerra Silva e do voluntário Élber Thiago Pereira Valim, ambos da Copaíba, a programação contou com uma limpeza coletiva do Rio com voluntários e com participantes do Projeto Piracema e um plantio simbólico de mudas. Houve também uma palestra ministrada pelo biólogo e coordenador do Núcleo Ambientalista de Socorro, João Gabriel Tannus, sobre os impactos que as CGHs causariam caso fossem implantadas no município. Entre os participantes também estavam a Prefeita de Socorro Marisa de Souza Pinto Fontana, o vice-prefeito, Jorge Fruchi, o vereador André Bozola e membros do Projeto Piracema e da ONG Anauá.
Rio do Peixe precisa ser preservado
Socorro possui uma única fonte de abastecimento de água, o rio do Peixe, que nasce em Senador Amaral, no Estado de Minas Gerais, e tem sua foz em Itapira, no Estado de São Paulo. Ele desagua no Rio Mogi Guaçu que pertence à Bacia do Rio Grande. O Rio do Peixe, com extensão de 140 km e vazão de 4,4 m3/s, é o principal afluente da margem esquerda do Rio Mogi Guaçu e o mais importante rio do Circuito das Águas Paulista. Em Socorro, o Rio tem 43,5 km. Nesta extensão, a mata ciliar foi praticamente devastada. Este dano ambiental, que gera diminuição do volume de água e redução do tamanho do Rio, compromete, seriamente, o abastecimento de água no município, além de mudar a paisagem da cidade que tem parte da sua economia dedicada ao turismo. Por isso, é importante que toda população se mobilize para sua preservação.
*Na foto, da esquerda para direita, os integrantes da ONG Anauá João Carlos Castoldi e Leonardo, a Prefeita de Socorro, Marisa de Souza Pinto Fontana, e a viveirista da Copaíba Andreza Cristina Bezerra da Silva. |