Entidades discutem apoio a projetos de conservação ambiental
Representantes de entidades ambientais das cidades de Itapira, Serra Negra, Espírito Santo do Pinhal, Araras e São João da Boa Vista, que fazem parte da bacia do Rio Mogi Guaçu, se reuniram com membros do Governo Estadual, nos dias 26 e 27 de novembro, no Hotel Refúgio da Lua em Socorro, para discutir formas de apoio a projetos de conservação da mata ciliar, que é a vegetação encontrada nas margens dos rios. A oficina que reuniu o grupo foi promovida pela Associação Ambientalista Copaíba em parceria com a Rede de Ações Ambientais da Bacia do Mogi.
Com o tema “Análise dos mecanismos de financiamento para ações de restauração”, o evento é o segundo organizado dentro do projeto “Ações de restauração da Mata Ciliar na Bacia do Rio Mogi Guaçu – Conquistas e Desafios”, que é financiado pelo Ministério do Meio Ambiente. No primeiro encontro, em outubro, o grupo participou de um seminário, também realizado em Socorro.
No total, 25 representantes de treze instituições, sendo oito ONGs da bacia do Rio Mogi, quatro órgãos estaduais e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu (CBH-Mogi), participaram da oficina. Entre os presentes, estavam integrantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA) e membros das ONGs Eco Mantiqueira, de Espírito Santo do Pinhal, Aipambiental, de Itapira, Planeta Água, de Serra Negra e Grupo Ecológico Água, de Socorro, entre outros.
De acordo com os organizadores, o encontro foi importante para análise de instrumentos de financiamento e apoio aos projetos de restauração de matas ciliares acessíveis aos proprietários ou entidades ambientais da Bacia do Mogi.
Segundo o vice-presidente da ONG ambientalista Planeta Água, de Serra Negra, Rogério Magon, a oficina foi uma excelente oportunidade para que os envolvidos no processo de restauração florestal pudessem esclarecer dúvidas e propor novos caminhos para tornar mais eficaz a aplicação dos recursos vindos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).
“A oficina propiciou um espaço acolhedor para que os representantes das ONGs e a nova geração dos gestores da Fundação Florestal e da Secretaria do Meio Ambiente pudessem estabelecer uma aproximação através de um diálogo aberto sobre as dificuldades que ambos os lados enfrentam no atendimento aos critérios e exigências do financiador”, disse Magon.
Para a vice-presidente da Aipambiental, de Itapira, Maria Odete Mello, o encontro teve uma importante contribuição para a sua entidade. “A participação de vários atores, tanto de segmentos públicos, técnicos responsáveis pela análise dos projetos, assim como de várias organizações não governamentais, propiciou um excelente aprendizado. A troca de experiências e a possibilidade de parcerias criaram uma expectativa muito positiva aos participantes”, afirmou a ambientalista.
*Na foto, participantes discutem financiamento de projetos de conservação ambiental.
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