Técnicos da UFSCar iniciam segunda etapa de projeto desenvolvido por Copaíba
Em setembro de 2007 a Copaíba deu início ao projeto “Rio do Peixe: situação das Áreas de Preservação Permanente e ameaças ao manancial”, financiado pelo Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) e com o apoio da Bioleve, Supermercado Sartori e Hotel Fazenda Portal do Sol.
O objetivo deste projeto é o levantamento, diagnóstico e mapeamento das Áreas de Preservação Permanentes* (APPs) do Rio do Peixe, a fim de diagnosticar sua atual situação e dos elementos de seu entorno, a partir da aplicação de técnicas de geoprocessamento e de visitas em campo.
A execução técnica do projeto está sendo feita por profissionais do núcleo de geoprocessamento da UFSCar, dividida em duas etapas: classificação inicial da área por meio de análise de fotos aéreas da região e refinamento da classificação a partir de dados obtidos via visita de campo, este último com apoio dos técnicos da Copaíba.
Entre os dias 25 e 29 de fevereiro, os técnicos da UFSCar - sob comando do professor Dr. Edson Augusto Melanda, estiveram em Socorro para realização da segunda etapa de suas atividades, ou seja, a confirmação dos dados de uso e a ocupação do solo das APPs por meio de visitas em campo.
Trata-se de duas equipes percorrendo o Rio do Peixe, uma da foz em Itapira, sentido nascente do Rio e outra da nascente do Rio em Senador Amaral/MG, sentido foz (descendo o rio), mais os biólogos da Copaíba, que estão auxiliando nos trabalhos de campos.
A equipe acredita que os resultados de tal levantamento estejam prontos no final de março e o objetivo da Copaíba é divulgação desses resultados em toda a região, buscando assim, o desenvolvimento de políticas públicas que visem a defesa das APPs do Rio do Peixe.
A hospedagem da equipe de técnicos está sendo oferecida pelo Hotel Fazenda Portal do Sol e a alimentação de campo dos mesmos pelo Supermercado Sartori.
Mais informações, entre em contato com: atendimento@copaiba.org.br ou (19) 3895-8382.
* Área de Preservação Permanente é determinada de acordo com a largura do rio no decorrer de seu curso.
Para rios com largura menor que 10 metros, a área de preservação permanente em suas margens é de 30 metros. Já para locais em que o rio possui mais de 10 metros de largura a área de preservação permanente é de 50 metros.
Foto: Rio do Peixe já no município de Itapira/SP. |