Copaíba completa 20 anos de dedicação à preservação e restauração da Mata Atlântica

Há 20 anos um grupo de amigos que tinha em comum a preocupação pelo meio ambiente se juntava para ajudar a natureza. O plantio modesto de 80 mudas às margens do Rio do Peixe despertou o desejo de fazer mais pela Mata Atlântica em Socorro. E o desejo foi ganhando a adesão de novos voluntários.

Alguns voluntários se mantem até hoje e um deles é o presidente da instituição, Dervino Santin “O meu relacionamento com a Copaíba foi desde o começo e foi amor à primeira vista. Lembro-me perfeitamente de um pequeno escritório próximo a minha floricultura onde um grupo de jovens ficava mexendo em sementes e pesquisando em livros. Em uma das conversas me prontifiquei a coletar sementes nos lugares que passava. Só tenho a agradecer o entusiasmo dessas pessoas que durante anos se dedicam a essa causa e por fazer parte dessa história”.

A história da instituição faz parte da vida de muitos colaboradores. Tiago Sartori, um dos fundadores da Copaíba, sempre foi apaixonado pela natureza, pelas árvores, pelo rio e pelos animais. “A Copaíba nasce como a materialização dessa vontade de fazer a diferença em Socorro. Anos se passaram, os fundadores cresceram e a Copaíba cresceu junto. Hoje sinto um enorme orgulho de ver os resultados desse trabalho, centenas de hectares de florestas recuperadas em 20 municípios, milhões de árvores produzidas e plantadas, milhares de pessoas tocadas pelos trabalhos de educação ambiental. Me da muita satisfação de poder fazer parte dessa história de construção de um mundo melhor.”, comenta Tiago.

O trabalho da ONG foi tomando forma e diversas ações integradas na área ambiental fizeram com que aquele grupo de jovens construísse um trabalho sério e importante para a região. Projetos e programas de restauração começaram a ser executados. Hoje, uma das fundadoras contribui fortemente para estruturar a cadeia da restauração florestal dentro da instituição. “Quando fundamos a Copaíba, não esperava que a Instituição fosse fazer parte total da minha vida. Praticamente cresci e me tornei uma mulher adulta junto com a Copaíba. Tudo que eu sou hoje e aprendi na restauração florestal e produção de mudas são de fundamental importância para minha vida. Compreendi que a natureza esta totalmente inserida em mim e eu nela.” comenta Ana Balderi, coordenadora do Viveiro Florestal Copaíba.

A instituição passou por mudanças, avanços e grandes conquistas. Um dos marcos na história da instituição foi receber, em 2014, uma propriedade doada por Eliane Vaz Guimarães e Eliane Silva. Elas conheceram a Copaíba através do projeto de restauração florestal, Verde Novo, que há 9 anos apoia proprietários de terra na restauração de suas florestas. Hoje, nesta propriedade o sonho das doadoras se uniu ao sonho dos colaboradores de criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural com o propósito de destinar a propriedade para conservação da natureza. Agora, a Copaíba com sede própria, anualmente produz centenas de milhares de mudas nativas da Mata Atlântica e atende mais de 2.000 estudantes, através dos trabalhos de educação ambiental.

Entre tantos amigos e colaboradores que acompanham o trabalho da Ong, a jornalista, Marisa Souza Pinto Fontana contou como foi e é fazer parte dessa história “Como diretora do Jornal O Município, tenho o maior orgulho de poder registrar a história da Copaíba, desde sua fundação. É nosso dever valorizar e incentivar ações sustentáveis. Socorro é privilegiada por ter na Copaíba pessoas tão engajadas e preocupadas com o futuro das próximas gerações. Nessas duas décadas, nossa cidade está mais linda, cuidada e verde! Além de todo reflorestamento, ensinaram a milhares de crianças a também se preocuparem com o meio ambiente. Reconhecemos que não se trata de uma tarefa fácil. Somos gratos por cada mudinha, que hoje já se tornou (ou ainda tornará) uma árvore. Por cada área e nascente de água recuperada. Pelo nosso ar!”

Por meio a tantas conquistas da Copaíba o reconhecimento pelo trabalho de tantos anos é o que orgulha a atual Secretária Executiva da instituição, Flávia Balderi. “Restaurar a mata ciliar do Rio do Peixe era o que nos movia e nos motivava. O mundo nos pedia isso: cuidar e conservar a natureza. Mas jamais imaginava que a Copaíba iria se tornar o que ela é hoje, uma instituição nacionalmente reconhecida pelo importante trabalho de restauração da Mata Atlântica. E isso é fruto do nosso engajamento, da equipe dedicada e comprometida com o propósito institucional. Dedico minha vida a instituição e, em troca, recebo conhecimento, vivências, experiências, qualificações e reconhecimento pelo nosso importante trabalho”, comenta Flávia.

Os colaboradores da Copaíba têm planos para o futuro e acreditam no seu potencial. Gerson Silveira, diretor e fundador da instituição tinha o desejo que a Copaíba crescesse bastante e conseguisse restaurar muitas área e sensibilizar muitas pessoas. “Acho que ela tem conseguido isso apesar dos estragos que o meio ambiente vem sofrendo. As realizações são muito plenas, vemos toda positividade e uma equipe bem engrenada realizando as coisas por convicção. Esperamos que nos próximos 20 anos haja um aumento das realizações, que a Copaíba seja mais reconhecida e que as pessoas se sensibilizem mais a respeito da necessidade de restauração e conservação da mata regional. Vamos torcer e lutar pra que isso aconteça”, comenta Gerson.

Hoje a Copaíba atende mais de 15 municípios entre o Sul de Minas e Leste Paulista restaurando áreas entre as Bacias dos Rios do Peixe e Camanducaia. Muitas pessoas fizeram e fazem parte dessa história: voluntários, colaboradores, conselheiros, empresas amigas e colaboradoras, contribuintes, a população de Socorro e de outros municípios, escolas, alunos e muitas outras pessoas que acreditam que é possível a harmonia entre homem e natureza.

 

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