Copaíba encaminha aos órgãos públicos nota de repúdio contra queimadas na região

Queimada é crime!

Nesse período mais seco do ano, aumenta a prática ilegal das queimadas. Infelizmente, esse é um mau hábito muito comum em toda a região. Esse problema se agrava ainda mais, devido à baixa umidade do ar e alguns focos ficam incontroláveis, pondo em riscos a vida das pessoas, de animais e toda a biodiversidade.

Diante da frequência das queimadas que têm ocorrido em toda a região, a Copaíba encaminhou aos órgãos públicos dos municípios de Socorro, Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia, Itapira, Pinhalzinho, Amparo e Monte Alegre do Sul um ofício cobrando ações preventivas às queimadas e também punitivas aos responsáveis pela prática ilegal.

A sensibilização das pessoas sobre as trágicas consequências causadas pelos incêndios é uma maneira de reduzir as queimadas. “Poucas ações preventivas são realizadas. Agora, muito estrago já foi causado, só resta multar os criminosos. A divulgação deve ser feita antes, para evitar as queimadas. É muito triste saber que animais estão morrendo queimados ou atropelados, fugindo do fogo e pessoas com problemas de saúde por conta da fumaça”, comenta Flávia Balderi, Secretária Executiva da Copaíba.

Os prejuízos são irreparáveis não só para a natureza, mas também para saúde das pessoas. A fumaça causa doenças respiratórias, principalmente em crianças e idosos.

Existem leis federal, estadual e até municipal contra as queimadas. Em Socorro a Lei Municipal 3825/2014 está em funcionamento e quando comprovada a intenção do ato, multas são aplicadas. O objetivo da lei é prevenir os incêndios, protegendo as áreas, florestadas ou não, das queimadas que tem ocorrido com muita frequência.

Prejuízos ambientais

Muitas espécies da fauna, nessa época, próximo ao início da primavera, estão se reproduzindo. Centenas de casais e até filhotes de aves e animais silvestres estão sendo mortos pelo fogo. “A estimativa é de aproximadamente 2.000 hectares de áreas afetados pelas queimadas na região, só esse ano. O impacto ambiental é incalculável”, explica Flávia.

Em Itapira, a Fazenda Talisman, que apoia o projeto Corredor das Onças, teve uma grande área da propriedade tomada pelos incêndios. A preocupação maior dos proprietários foi o risco do fogo chegar até o recinto das onças pardas. A ameaça à fauna silvestre é muito crítica. “Os animais, quando não morrem atropelados ou queimados, ficam sem abrigo. Já os filhotes quando sobrevivem são separados de suas mães e levados para cativeiros. Isso acontece em todos os fragmentos florestais que são afetados pelo fogo”, comenta Marcia Rodrigues, coordenadora do Projeto Corredor das Onças do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

*Fotos: Iza Bordotti e Daniel Sallum

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