O que estamos perdendo com a queima das nossas florestas?

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do mundo, a cobertura atual representa 12,4% de sua extensão original, mas, somente 8,5% se encontra em bom estado de conservação segundo informações da SOS Mata Atlântica. A maior parte deste bioma já foi suprimida. Mesmo quando temos tantas iniciativas para a recuperação deste bioma, qualquer ameaça põe em risco sua riqueza.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) a Mata Atlântica faz parte dos ecossistemas com maiores estimativas de diversidade, já que neste bioma encontra-se 44,17 % das aves do Brasil (850 espécies); 37,5% dos mamíferos (270 espécies); 36,13% dos anfíbios (370 espécies); 26,28% dos répteis (200 espécies) e 7,71% dos peixes (350 espécies). Essa riqueza de fauna e suas interações, fazem que nós humanos tenhamos serviços ecossistêmicos como ar limpo, água de qualidade, produção de alimentos, entre outros. Por isso, a conservação da Mata Atlântica é determinante para a manutenção da biodiversidade do Brasil inteiro e para todos nós brasileiros (Ministério do Meio Ambiente, 2010).

Mas o que estamos perdendo quando a Mata Atlântica se queima?

Segundo o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o mês de Junho teve um aumento de 12,18% nas queimadas no Brasil, o dobro em comparação com ano passado na mesma temporada. Queimadas legais quanto ilegais são registradas em todos os biomas, segundo as imagens de satélite usadas pelo INPE.

Aqui, na nossa região, a situação da Mata Atlântica também é crítica. Restam apenas 12% das florestas nativas e o período de estiagem que estamos enfrentando agrava ainda mais essa situação.

Em Socorro a Lei Municipal 3825/2014 está em funcionamento e quando comprovada a intenção do ato, multas são aplicadas. O objetivo da lei é prevenir os incêndios, protegendo as áreas, florestadas ou não, das queimadas que tem ocorrido com muita frequência.

Neste cenário de pressão ambiental, a Associação Ambientalista Copaíba faz um chamado à sociedade, em geral, para evitar as queimadas (provocadas e acidentais) tanto em áreas próximas aos fragmentos florestais quanto nas áreas urbanas da nossa região. Neste tempo seco e a presença de fortes ventos, práticas descuidadas podem terminar em grandes incêndios. Evite jogar bitucas de cigarro no chão; não solte balões, considerado como crime ambiental no Brasil, e, não faça fogueiras próximas às áreas de vegetação.

E sabendo que 90% dos focos começam por práticas humanas, a Copaíba faz um chamado especial à comunidade para que em caso de presenciar um incêndio ou queimada, avise de forma imediata aos bombeiros através do número 193 ou a defesa civil no telefone 199.

Lembre-se que quando a Mata Atlântica está em chamas, os serviços ambientais, que nós humanos precisamos para viver, estão em chamas também.

 

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