Pacto pela Mata Atlântica completa 10 anos

Movimento quer dobrar área recuperada no bioma para ajudar o Brasil a alcançar metas do Acordo de Paris

Na última sexta-feira, 6, aconteceu em Belo Horizonte (MG) a cerimônia em comemoração aos 10 anos do PACTO, movimento que foi criado com o objetivo de recuperar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050. O evento contou com a presença de cerca de 300 dos seus membros, entre eles a Associação Ambientalista Copaíba, e a pauta principal foi apresentar os resultados e produtos alcançados nesses 10 anos.

Os membros também lançaram metas para os próximos anos e o desafio de restaurar mais 1 milhão de hectares de floresta até 2025, que é equivale a quase duas vezes o Distrito Federal. “Esperamos anunciar o alcance de 1 milhão de hectares em 2020 e mais 1 milhão até 2025, acelerando o processo e concretizando uma contribuição efetiva do Brasil para o combate ao aquecimento global, com recuperação da biodiversidade e das paisagens florestais”, explica Renato Crouzeilles, pesquisador e associado do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), membro do Pacto. Em 15 anos de movimento, o resultado será de 2 milhões de hectares de cobertura florestal recuperada na Mata Atlântica.

O Pacto também lançou o seu sistema de monitoramento online, em parceria com a MapBio, que já apontou 37 mil hectares de projetos em processo de restauração cadastrados e validados atualmente.  O sistema irá acompanhar o andamento das atividades de restauração, permitir a visualização dos locais de projetos e áreas em processo de recuperação no bioma Mata Atlântica, além dos viveiros e remanescentes florestais existentes.

Neste mesmo dia a Copaíba recebeu o título de Unidade Regional, além de membro agora têm como função atuar no diagnóstico da cadeia de restauração, auxiliando na identificação dos cenários e dos atores locais, bem como na identificação das lacunas de informações e dos elos dessa cadeia. Outras 18 instituições são unidades regionais espalhadas em 10 estados diferentes no Brasil.

A Coordenadora do Viveiro da Copaíba, Ana Paula Balderi, esteve presente no evento apresentando os resultados alcançados pelo trabalho que vem sendo executado pela instituição “A Copaíba é membro do Pacto desde o seu inicio e agora somos uma Unidade Regional. Nosso compromisso é ainda maior e nossos objetivos vão ao encontro da iniciativa deste admirável movimento para a proteção da Mata Atlântica. Estou muito feliz em podermos dar um melhor apoio a este movimento”.

A restauração florestal traz vários benefícios para a biodiversidade e para a sociedade, entre eles: o aumento de conectividade entre os remanescentes florestais, viabilizando a troca genética e assim a proteção da biodiversidade; a regulação do clima e a mitigação dos efeitos de gases estufa; a proteção hídrica por meio das matas ciliares que filtram sedimentos e poluentes; a proteção do solo, minimizando a erosão e a sua degradação; além de garantir o fornecimento de diversos produtos, como madeiras, plantas medicinais e outros.

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