Pinheiro brasileiro, uma importante espécie nativa da Mata Atlântica

A Araucária ou Pinheiro brasileiro, como é popularmente conhecida, se destaca das outras espécies brasileiras principalmente por sua copa de formato de cálice que dá às paisagens do sul uma característica toda especial.

A árvore cresce em solo fértil, em altitudes superiores a 500 metros e atinge bom desenvolvimento em 50 anos. É uma espécie resistente e tem alta capacidade de germinação.

Esta gimnosperma, que significa em grego (sperma – semente e gimno – nua) é uma árvore de grande porte: atinge cerca de 50 metros de altura e seu tronco pode medir até 8,5 metros de circunferência.

A espécie é dióica, ou seja, apresenta indivíduos com sexos separados em plantas masculina e feminina. A feminina é a única que poder produzir as sementes. Cada pinha contém de 10 a 150 sementes, os famosos pinhões, que são muito nutritivos servindo de alimento a aves, animais selvagens e ao homem.

Dentre os animais que se alimentam do pinhão, alguns deles inclusive disseminam as sementes, quando as enterram no solo para guardar seu alimento. Porém, muitas vezes não retornam ao local onde as sementes foram deixadas, o que contribui com a conservação da espécie, formando novas plantas.

As florestas com araucária abrigam inúmeras espécies de animais vertebrados e invertebrados que só vivem ali. É um ecossistema único em todo mundo e está correndo risco de se extinguir, graças à expansão desordenada e as devastações das florestas. Atualmente, restam menos de 1% das florestas de araucárias originais. Diminuir com as araucárias, é colocar a perda várias espécies de vegetais e animais a ela associados, que tornam-se igualmente ameaçados.

Durante o mês junho as araucárias estão com sementes, podemos aproveitar para saborear o pinhão e ajudar na preservação desta espécie tão importante.

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